LUCIDEZ
Fiz uma viagem através do tempo,
E na minha travessia, pude contar os amigos,
Como quem conta os dedos das mãos.
Toda minha vida cravada nas palmas das mãos,
Tão nítida como um mapa cortado por imensos trilhos.
Pausadamente, olho atento todos os meus anseios e desejos,
E eles me levam a portos sem terras, sem mares, sem navios.
Sem pressa de voltar, as minhas vestes despediram-se do mundo,
Mas os meus pensamentos, vagam por todas as manhãs perdidas,
Por todos os dias de minha vida.
Vejo ressurgir em mim, a infância perdida no espanto,
Ao despertar de uma viagem sem volta.
Sinto a sua presença, através de uma brisa que toca o meu corpo,
E se despede de um aceno sem fim.
Que venham as estrelas, a conduzir-me pelos caminhos,
A reluzir o meu destino...
Basta de caras e coroas, num vaivém de bem-me-quer e malmequer!
Paira agora sobre mim, uma breve esperança,
Talvez um presságio, do que estará por vir.
* Cláudio Hermínio
terça-feira, 16 de janeiro de 2018
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